PARA ALGUNS É ORGULHO, PARA OUTROS É VERGONHA.
PARA ALGUNS É PECADO, PARA OUTROS É NORMAL.
E PARA MUITOS OUTROS É APENAS... AMAR!
TODO AMOR NOS APROXIMA DE DEUS. QUALQUER VIOLÊNCIA NOS AFASTA DELE!

Confiar é um ato de ousadia que implica conseqüências diversas. Acreditar no outro é sempre uma atitude arriscada, mas inevitável e necessária. Sem confiança, não há união. E sem união, não progredimos. É ousado, contudo, porque o tamanho da nossa confiança pode ser o tamanho da nossa decepção. Quem, por exemplo, nunca se decepcionou com um amigo, um parente, um colega ou um companheiro, a quem sempre dispensou valiosa confiança? Somos humanos. Errar faz parte. Todo mundo erra. Perdoar, e esse é o tema deste artigo, nem todo mundo perdoa.O perdão não é apenas um gesto amável defendido por religiões de todo o mundo; não é somente uma reação gentil aos deslizes do homem; não se resume a um punhado de boas intenções. O perdão é a expressão máxima do amor. É, e afirmo sem hesitação, a força que tem mantido a humanidade de pé. Que tem dado a ela a chance de começar de novo; de virar a página e escrever um novo tempo. Já pensou o que seria do mundo em que vivemos se o perdão não tivesse nos dado a chance de desenhar um novo caminho, com as cores da paz, do respeito mútuo e da solidariedade?! Ora, estaríamos até hoje todos se digladiando feitos bárbaros, queimando na fogueira da hipocrisia nossos detratores e vendendo no comércio das imbecilidades nossa estupidez covarde e doente. O mundo se reergueu quando percebeu a importância de RECOMEÇAR. E todo recomeço é fruto glorioso da tolerância. E o que é o perdão se não a oportunidade que temos de tolerar o erro e superá-lo?! No campo pessoal, pode-se afirmar, sem medo, que é no perdão que encontramos a renovação dos laços de afeto, elos estes que nos inspiram a acreditar na beleza dos bons sentimentos. Quando perdoamos o outro estamos nos convidando a sermos pessoas melhores; mais generosas e humanas. Abrir mão do orgulho nos permite saborear a doçura da benevolência. É claro que há erros que parecem imperdoáveis, tão dolorosas são as feridas que provocaram. Vencer o próprio desengano nos encoraja a não desanimar frente às frustrações da vida e a dar a volta por cima; perdoar o outro é reconhecer que um dia o outro pode ser você; é apagar (ou tentar fazê-lo) da memória aquilo que te desagrada, que te magoa e te faz infeliz. É livrar-se do gosto amargo do ressentimento e triunfar com nobreza e decência sobre as trevas da desilusão. É, por fim, deixar para trás aquilo que definitivamente não te leva para frente.
Não há no mundo quem nunca passou por uma fase delicada. Vez ou outra nos deparamos com situações complicadas que, dependendo da gravidade, podem nos abalar profundamente. As pessoas reagem das mais diversas formas quando enfrentam adversidades na vida. Contudo, quando o infortúnio faz evaporar a esperança em dias melhores, consumindo todas as forças daquele que o enfrenta, é inevitável que este não se faça os seguintes questionamentos: vou conseguir esquecer, dar a volta por cima e continuar?! Ou devo desistir, deixar de viver e apenas existir?! Grandes problemas exigem grandes atitudes para superá-los. É preciso bem mais do que apenas dizer que vai dar a volta por cima. É preciso fazer acontecer. Não basta também ficar esperando do céu uma resposta, concentrando esforços e atenção em seres imaginários. Para vencer as dificuldades, é indispensável encará-las de frente. É necessário não somente conhecê-las (a fundo), mas também reconhecê-las. Pois é vendo o problema e o admitindo, que se pode desenhar para ele a melhor solução. Esse é o caminho. Simples na descrição, difícil na prática, mas vitorioso para quem o percorre. “A vida é um soco no estômago”, já dizia Clarice Lispector. A realidade não a deixa mentir. Raros são os dias em que algo não nos incomoda. Desde a visão turva da menina que pede nas ruas, passando pelas derrotas que nos são impostas em nossas vivências diárias, ou até mesmo a perda de alguém que amamos. Nesse sentido, faz bem perguntar novamente: mesmo diante de tantos desencantos, vale mesmo a pena seguir adiante?! Vale sim, e vale muito a pena. Por mais que a névoa cinza da ignorância insista esconder de nós o nosso otimismo, e o orgulho e a vaidade nos impeçam de ver além das conveniências. Por mais que a hipocrisia e o ódio envenene e destrua o que há de bom nas pessoas. Ainda assim, não faltarão motivos nobres para nos manter de pé e nos equilibrar na corda da vida. Só precisamos aprender a enxergá-los. Para isso, em vez de óculos, usamos o AMOR. É no amor que encontramos forças para não se curvar diante dos obstáculos; é dele que vem a coragem valente que nos faz encarar com dignidade e firmeza as desventuras da vida. É do amor, afinal, que a perseverança brota e dá frutos.
Um BBB rotulado pelo próprio apresentador do programa – Pedro Bial – como o “Big Brother da Diversidade” foi vencido, infelizmente, pelo símbolo do machismo, ignorância e preconceito.